sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Adeus, Geraldo.


Acordei hoje com a triste notícia.

Mesmo sabendo da gravidade de seu caso, a perda de um grande amigo é sempre uma surpresa, além de um impacto emocional, e até físico.

Geraldo era daquelas pessoas de personalidade única, com princípios, crenças e manias que não se repetem na paisagem humana. Defendia suas ideias e pontos de vista com uma convicção difícil de ser dobrada. Inúmeras vezes suas ideias, aparentemente improváveis, prevaleciam.

Até no ambiente do Guiomar — espécie de sua segunda casa, ou primeira, a depender de como se veja — onde chegam regularmente técnicos, engenheiros, profissionais especializados, ele terminava se encostando por ali e dando sua opinião. As vezes, bem recebida; outras, nem tanto. A ele pouco importava, seguia pensando da mesma forma.

Manteve desde sempre um caso de amor com o Hospital Guiomar Fernandes. Um amor lindo, incondicional.

Não se casou, não teve filhos.

É certo pensar que o seu afeto tenha sido dividido entre os irmãos, sobrinhos, demais familiares e o seu Hospital, sua segunda pele.

O que pode fazer com que alguém seja tão parecida com outra coisa? É provável que o tempo de convivência, a identificação, a entrega, a fidelidade em todo momento.

No Guiomar ele começou, aqui aposentou-se, e voltou a começar tudo outra vez…

Isto talvez explique porque depois de tantos dias e tantas noites nosso amigo tenha aos poucos passado a ser conhecido e chamado por todos de Geraldo do Hospital.

Descanse em paz meu amigo.

Nós choramos aqui e agora por você.

Por Napoleão Veras

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