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Subtenente do Exército é morto após troca de tiros com criminosos durante assalto em Fortaleza. — Foto: Reprodução
Um dos acusados por envolvimento em um latrocínio que vitimou um subtenente do Exército, em Fortaleza, foi para a festa de réveillon no aterro da Praia de Iracema após o crime. O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta quarta-feira (18), Cauã Gomes Moreira e Andrés Matheus Moraes Jansen por envolvimento no crime registrado no dia 31 de dezembro de 2022. Ambos estão presos.
O subtenente Davi Linhares dos Santos caminhava com a esposa, os filhos, os sobrinhos e uma tia-avó dos jovens na Rua Nogueira Acioly, no Centro, em direção à festa na Praia de Iracema, quando o grupo foi abordado pelos acusados numa motocicleta. Um deles anunciou o assalto, que seguiu em uma briga entre as vítimas e os acusados. Com isto, Cauã atirou quatro vezes contra o subtenente.
Após os disparos, ele apanhou a motocicleta e fugiu. Porém, na mesma noite, Cauã buscou a namorada e acompanhou a festa na Praia de Iracema, disse o MPCE. Ele foi preso ainda em flagrante delito algumas horas depois.
Já o segundo acusado, Andrés Matheus, fugiu a pé e passou alguns dias escondido até ser preso preventivamente pela Polícia Civil, em cumprimento de ordem judicial.
Cauã já havia acabado de completar 18 anos e já era foragido da Justiça, por uma ordem pendente de busca e apreensão do Juizado da Infância e da Juventude. Além do latrocínio, a dupla é acusada de tentativa de outros oito roubos majorados.
Briga entre vítimas e acusados
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Polícia recuperou arma de subtenente do Exército morto durante assalto em Fortaleza. — Foto: SSPDS/Reprodução
O MPCE relatou que Andrés Matheus desceu da garupa da motocicleta e abordou o grupo, anunciando o assalto. Neste momento, Cauã achou que o militar pareceu esboçar alguma reação, então sacou uma arma de fogo e confrontou a vítima. Em sequência, os dois entraram em luta corporal, com o envolvimento ainda de dois filhos de Davi e uma terceira pessoa que passava no local.
Com a briga, o subtenente Davi foi atingido por quatro disparos de arma de fogo efetuados por Cauã, dois no tórax, causando perfurações em um dos pulmões e resultando na morte dele. Uma das filhas do militar também foi atingida com um disparo na altura da coxa e foi socorrida pelos familiares para um hospital próximo.
Além disso, uma pistola pertencente ao militar foi subtraída na ocasião. Um homem foi preso com a arma escondida na casa dele. Contudo, O MPCE informou que o Inquérito Policial que chegou à 164ª Promotoria de Justiça de Fortaleza se referia apenas à participação dos dois denunciados.
O Ministério Público do Estado do Ceará informou que, na denúncia referente ao caso, foi pedido judicialmente que a Polícia Civil do Estado do Ceará repasse informações acerca da arma de fogo da vítima, o que inclui se foi instaurado um novo inquérito policial.
O órgão explicou que, se a denúncia for recebida pelo Juízo da 18ª Vara Criminal de Fortaleza, os acusados serão submetidos a julgamento e poderão ser sentenciados a penas que, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Fonte: g1 CE
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